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Gramado, Cambará do Sul e região

26.11.2018

       Decidimos de última hora ir para Gramado. Na verdade fomos influenciados pelo casal Rogério e Mônica, casal nota 1000 que conhecemos no camping Lagoamar em Garopaba. O nosso planejamento não contemplava Canela, Gramado, mas depois deles falarem tão bem da região amanheci com a decisão de subir a serra. A subida da serra e a estrada em direção a Gramado já é um show. Não sei se por ser meio de semana, mas o trânsito estava hiper tranquilo. Chegamos no camping sugerido pelo Darlou,  outra pessoa muito bacana que conhecemos no Lagoamar e nos assustamos. Camping lotado. Por sorte conseguimos uma das das últimas vagas para passar ali tres dias, que era o que havia de disponível. O camping por si só já é um charme. Muitos do que estão ali são residentes. O local é muito bonito e bem cuidado. Além dos lugares para motorhomes e campers, eles ainda dispõem de cabanas para alugar. Ali acampados acabei conhecendo um camarada de Teresópolis que estava exatamente ao nosso lado, o Maxwell. Gente finíssima. Eu vou ter que fazer depois um post sobre as pessoas que estamos conhecendo. É muito legal.

         Uma vez instalados, saímos para dar uma volta na cidade. Foi uma grata surpresa. Sempre ouvimos falar sobre o Natal Luz de Gramado, que a cidade fica toda enfeitada, bonita, mas sinceramente nós não estávamos esperando algo tão surpreendente. Que lugar fantástico! Tudo muito bacana. Sem dúvida alguma a cidade mais bonita que já conhecemos aqui no país nessa época natalina. E apesar da cidade estar bem cheia, achamos tudo muito bem organizado e limpo. Agora uma coisa que experimentamos também foi o preço salgado das coisas. Começou logo que entramos na cidade e vi o preço do combustível. Assustou. Mas é uma cidade muito turística, então o negócio é tentar procurar os locais fora da rota normal de um turista para tentar se economizar. Numa das viagens que fizemos de Uber, para o centro da cidade, procuramos saber se a arrecadação do turismo reverte para a população, já que constatamos que é uma cidade cara. A resposta foi bem positiva. Ele nos contou que além da segurança, todos os demais serviços funcionam muito bem para a população local. Achei legal ouvir isso. Para quem está visitando o que se nota é uma cidade muito bonita, limpa, organizada, bem cuidada. Bem legal mesmo.

        Já que estávamos próximo da região dos Cânions resolvemos tirar um dia para conhecer parte deles. Saímos cedo de Gramado direção Cambará do Sul. Dá uma hora e meia de percurso. Lá fomos direto na Casa do Turista. Fomos atendidos por dois rapazes que nos passaram todas as informações necessárias para que pudéssemos conhecer parte dos Cânions sem necessidade de se contratar um guia. Chegando em Cambará vale a pena passar ali primeiro. Dá para economizar uma grana. Antes de partir para o primeiro Cânion paramos para um café. Importante ressaltar que não há local para comprar comida e bebida quando se parte em direção ao Cânion Fortaleza. E levar água é primordial. 

         O caminho é em boa parte de estrada de chão, e quando não, a velocidade deve ser limitada porque se atravessa área de preservação ambiental, sendo normal ver alguns animais atravessando a pista. Para o Fortaleza rodamos algo em torno de 8km de estrada de chão. Ideal para esse local é ir cedo por conta da melhor visibilidade lá de cima. Consegue se avistar Torres desde o mirante do Cânion. O lugar é muito bonito. Do estacionamento até o mirante são aproximadamente uns 3km de caminhada. Nós fomos num horário meio cruel por conta do sol. Fazia um calor miúdo. Subi levando máquina, tripé, lente sobressalente, tudo para fazer altas fotos. Problema é que quando cheguei lá em cima descobri que a bateria da câmera ficou no carro. Que ódio!

        Do Cânion Fortaleza voltando, há uma trilha para a pedra do segredo, trilha essa que faz com que se atravesse uma cachoeira, a tigre negro. Local lindo. Da estrada até a pedra do segredo leva algo próximo a 30 minutos. Levei um pouco mais porque fui parando para fazer fotos. Na volta eu retornei em 23 minutos sem paradas. A trilha tem uma certa dificuldade por conta de algumas pedras em trechos de subida e por conta da travessia da área da cachoeira. Mas vale a pena. O visual é maravilhoso.

      Com todas as caminhadas e trilhas o tempo voou. Tentamos fazer tudo o mais rápido possível para poder chegar no Cânion Itaimbezinho a tempo de fazer as duas trilhas que lá existem, a do Vértice e a do Cotovelo. O caminho em estrada de chão é bem grande. São uns 20Km em estrada de terra. Infelizmente chegamos com cinco minutos de atraso. Uma pena. Mas conseguimos fazer pelo menos a trilha do Vértice, caminho que tem uma vista bem legal e avista-se a cachoeiras Véu da Noiva e das Andorinhas. Fernanda sofreu muito, mas não foi pela caminhada que é leve, nem pelo calor que fazia. Foi por conta de uma mutuca que a perseguiu por um bom tempo e a picou no mesmo lugar três vezes. Incrível como o bicho se apaixonou por ela. Rsrsrs.

       Algo que tem de se levar em conta ao se fazer a visita na região dos Cânions é a necessidade de uso de protetor solar, óculos escuros e repelentes (apesar que a mutuca apaixonada não se incomodou com o repele da Fer). Outro detalhe é ter como se hidratar, acho fundamental levar água.  No Itaimbezinho diz que tem água, não vi,  e lá tem banheiro. Já no Cânion Fortaleza não tem nem um nem outro. Aconselho a fazer a visita em dois dias para fazer tudo com calma. Nós não tinhamos essa oportunidade então foi meio corrido.

 

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