Chuy - Uruguay

20.12.2018

        E finalmente nós deixamos o Brasil. Nosso ponto de entrada no Uruguai foi através da cidade de Chuí. Cidade bem pequena e que tem como um dos atrativos a Zona Franca com seus free shops. Nós estivemos ali a procura de uma cadeira de camping porque a nossa foi pro beleléu nos últimos dias de Rio Grande, e precisávamos também de uma mesa para as refeições. Esperávamos bem mais da parte de camping por lá. Achamos duas grandes lojas com variedades razoáveis mas aquém do que necessitávamos (Uma era a tal Six e a outra se não estou enganado era a City). Não havia uma cadeira da Coleman sequer nas lojas, nem da Nautika. Não olhamos mais muita coisa porque o foco era coisa para viagem. A mão coçou muito foi para comprar bebida. Os preços de vinhos e Champagne estavam muito bons. A Freixenet que a gente curte muito estava mais barata que em free shop de aeroporto em promoção. A loja com preço mais alto a estava cobrando US$ 8,90. Uma pechincha.

        Ali no Chuí, lado brasileiro,  queria muito ter visitado o farol, mas quando fomos lá descobrimos que ele só abre para visitação as terças e quintas das 15 às 17h. Uma pena. Dia estava bonito para umas fotos. Mas já que não rolou visita ali, pelo menos tivemos uma agradável visita ao Forte San Miguel, no lado Uruguaio. Fica bem próximo da cidade, uns 9km de estrada. Local bem bonito e chegamos com quase nenhum visitante. A entrada para visita às instalações do forte custam R$ 6,00 por pessoa. 

        No forte San Miguel tivemos a oportunidade de conhecer um casal de alemães, Karl e Hilda, que estão de passagem pelo Uruguai e com destino Brasil. O chato da história é que conversando com eles ficamos sabendo que a vinda deles para conhecer o Brasil era para ir até Abadiânia ver o médium João de Deus. E como estavam em viagem, não estavam cientes de nada que rolava na mídia sobre o escândalo que estava ocorrendo. Nós os orientamos a checarem ultimas atualizações sobre o caso na mídia. Apesar desse porém, nosso papo foi bem legal. Casal muito bacana. Antes de seguir rumo a Brasília eles querem conhecer Foz do Iguaçu (e nós que moramos mais de ano no Paraná não conhecemos ainda. Que vergonha!). Esperamos que tenham oportunidade de desfrutar bons momentos em nosso pais. 

 

        No Chuí nós ficamos num camping com um visual muito bonito. Camping com internet que chegava até onde estávamos estacionado, mas apesar disso tudo havia um pequeno problema, o banheiro. O local era aberto, colado na mata, ou seja, bicharada faz a festa. Fomos tomar banho à noite e na entrada indo junto com a gente estava a dona aranha. Complicou né. No dia seguinte fui fazer a higiene matinal e quem estava comigo na pia? Dona aranha. Enfim, foi só uma noite e bastou. Apesar disso há que se ressaltar o atendimento excelente que tivemos. Não lembro o nome do casal ali do camping, mas são gente finíssima. Basta dizer que o camping ainda não havia aberto para a temporada e mesmo assim eles nos deixaram ficar na boa.

        Do Chuí fizemos nossa entrada e terras Uruguai e tivemos nossa primeira experiência de fronteira de carro. Na chegada solicitaram que estacionássemos e dali fomos fazer a entrada da papelada. Passaporte, documento do carro e carreta e pronto. Na hora de passar com o carro pediram também a carta verde e nos desejaram uma boa viagem. E assim fomos com destino a Fortaleza Santa Teresa. É um trecho relativamente curto, quarenta e seis quilômetros. Há inclusive um trecho que utilizam a rodovia como pista de pouso. E a estrada é quase que uma reta só, sem paisagens marcantes. 

 

       Há duas entradas para a área do Parque Fortaleza Santa Teresa. Uma da Fortaleza e outra do Parque. Entramos pela da Fortaleza. Ela é bem grande vista de fora. Bom, entramos e fomos procurar um local para ficar. rodamos uma eternidade por lá. A área é imensa. Ficamos perdidos um tempo e quando finalmente encontrei uma recepção, que ficava lá na outra entrada veio a notícia ruim; só havia uma pequena área disponível para acampar, com um único banheiro aberto porque o restante da área do parque estaria fechado ainda. onde era esta pequena área? Onde nós entramos. Volta tudo de novo e procura um lugar. Ficamos chateados por não encontrarmos um lugar decente, além do mato no entorno todo estar bem alto. Sem falar que a maior parte do terreno que estava livre era irregular. Resolvemos tomar banho logo e decidir depois porque já estava ficando tarde. Aí é que a porca torceu o rabo. Eu tomei banho tranquilo mas a Fernanda....Eu ouvi ela me chamando, eu já estava no carro quando fui ver todo o mulheril do banheiro estava em polvorosa. Havia uma aranha mega no banheiro. Fernanda lavou o cabelo de olho aberto porque só descobriu a maldita quando já estava dentro do chuveiro.  Depois disso, arrumando as coisas ali do lado do carro ela reclamou um monte que tinha um bicho na roupa dela. Resultado: uma picada que não sabemos exatamente do que foi, mas levou uma ferroada. Assim a decisão foi tomada, a decisão de irmos embora dali. Uma pena.

         De volta a estrada pegamos mais um trecho de reta sem fim, mas para não ficar monótono São Pedro nos providenciou uma água. Até aí tranquilo. Só que veio a noite. E a chuva apertou. E foi assim até chegarmos num camping que vimos que parecia ter uma estrutura legal em Punta Del Este. Foram uns 100km de chuva torrencial e de período noturno, tudo que tínhamos combinado não fazer - dirigir a noite.  No camping o rapaz que nos atendeu nos mostrou um local para estacionarmos e ali ficamos. Não deu nem para sair do carro. A quantidade de água que caia e o vento era uma loucura. Para dormir no carro era para estamos com os colchões de camping, travesseiro, cobertas, mas ficou tudo na carreta. Rolou foi o improviso. Pelo menos o saco de dormir tinha ficado no carro. Dormimos pelo cansaço porque o som da chuva na lataria era demais. E o carro sacudia com o vento. No início do sono ainda fomo agraciados com um raio aqui do lado que nos fez grudar no teto do carro. Mas conseguimos, com certa dificuldade, descansar um tanto presos no carro, pois chuva só parou as nove e meia da manhã. 

 

 

 

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