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Puerto Madryn e Las Grutas

23.01.2019

        A caminho de Puerto Madryn nós decidimos por parar em Las Grutas, um lugar bastante recomendado pelas pessoas que conhecemos aqui na Argentina. Chegamos final do dia e paramos num camping só para tomar um banho e partimos para a orla da cidade para pernoitar. Foi um dos lugares mais bonitos para pernoite até então. Ficamos no alto de uma falésia com vista para a orla da cidade. O local fica repleto de gente para passar a noite ali. Nós ainda filamos a janta do @asabranca_pelomundo. Lógico que tivemos de pagar com vinho (muito chato) Rsrsrsrs. A mesa foi montada ali ao ar livre, de frente para o mar. Simplesmente sensacional. 

       Enquanto estávamos ali preparando nosso jantar recebemos a visita de dois argentinos que estavam em dois carros ao nosso lado. Vieram nos conhecer e nesse bate papo inclusive nos convidaram para uma parillada com eles. Tivemos de recusar. Final da noite fui conversar com eles, Sebastian e Pablo, e quase viro a noite por lá, com direito a mais uma garrafa de vinho. Foi bem legal. O Sebastian ainda me deu a dica de colocação de placa solar em um local de Puerto Madryn, nosso próximo destino. Pessoal muito bacana, pra variar.

       Dia seguinte levantamos bem cedo. Impressionou em como o mar havia recuado em relação à noite anterior. Nos aprontamos e partimos para conhecer as famosas grutas que estão formadas na beira mar. Muito interessante mesmo. Vale informar que essa área de las Grutas é famosa por ser o local na Argentina com águas mais cálidas, mornas, do litoral deles. Na boa, estou fora. Achei frio pra cacete. Após tirarmos fotos rumamos em direção a Puerto Madryn. No caminho paramos para tomar um café num posto YPF em Sierra Grande. Posto com uma ótima estrutura para o viajante. Lendo jornal local vimos que há um surto de hanta vírus na região de Esquel. Pelo que foi comentado o problema começou na festa de aniversário de uma menina de 14 anos. Dali, umas 12 pessoas foram parar no hospital. Já morreram algumas pessoas, algo em torno de seis, inclusive a aniversariante, infelizmente. Muito triste.   Ali reencontramos o @asabranca e seguimos a Madryn.

       Em Madryn fomos direto para o Camping Sec, que pelo IOverlander estava bem recomendado. Chegamos com tempo bonito, sol e calor. Pena que a primeira informação que recebemos foi que a cidade estava sem água. Que havia no camping uma quantidade razoável, suficiente para o dia, mas que não poderia se desperdiçar. Beleza, nos instalamos e aproveitamos para ir ao mercado. Dentro do mercado recebemos a notícia do asa-branca que o mundo estava caindo lá no camping. Chuva bem forte. E para lembrar se tínhamos deixado alguma porta da carretinha aberta.... Memória não é nosso forte. Não demorou muito e escutamos as trovoadas e a chuva chegou onde estávamos. 

       Assim que estiou nós saímos do mercado e aproveitamos para dar uma passada pela orla antes de voltar ao camping. Tinha gente saindo pelo ladrão. Cidade abarrotada. Muito carro e engarrafamento na costeira. No porto havia um mega cruzeiro atracado. Interessante que mesmo com tudo molhado, pessoal continuava deitado nos gramados no canteiro central aproveitando o dia. Pelo que entendi, chuva ali não era problema.

       À noite fizemos um queijos e vinhos com nossos companheiros de viagem e, por muita sorte, no finalzinho, quando já estávamos só proseando veio um vento absurdo. Correria para guardar as coisas e se preparar para o pernoite. Foi então que veio a pior notícia da noite: não tinha mais água no camping. A opção para banho foi colocar a água quente da carretinha no balde e partir la para área do chuveiro para fugir do vento, que era gelado. Assim Fernanda tomou banho. Eu arrisquei e tomei ao lado da carretinha mesmo, pois o vento deu uma folga. No finalzinho ele voltou e me congelou. Faz parte. 

      Uma coisa que não comentamos ainda é que com o vento forte daqui a poeira é simplesmente infernal. Além de ser muita poeira, ela é bem fina, então, independente de se ter tudo fechado, ela vai tomar conta do carro, e tudo mais que tiver chance. 

       Dia seguinte acordamos com o carro repleto de poeira dentro, chegava a formar uma camada meio grossa na parte dianteira (painel e bancos), isso por termos dormido com teto solar aberto protegido por uma tela mosquiteiro fininha. Perdemos boa parte da manhã limpando. Outro detalhe que cabe comentar é que ficamos intrigados com o fato de que,  como um lugar que venta tanto e com intensidade de vento tão forte, as lixeiras são latões sem tampa???? E latões baixos. Além do vento levar sujeira para tudo que é canto, ainda tem os cães que às vezes vão ali futucar o lixo. Nessa nossa manhã o pessoal do camping estava ali catando lixo que voou. O problema que só limpa o que está na área próximo dos carros e barracas, mas o lixo voa longe. Enfim, lamentável isso.

      Triste também foi saber que fomos de certa forma enganados pelo pessoal do camping. Enquanto estávamos pela cidade passeando descobrimos que a falta de água não era algo que ocorreu no dia anterior, mas já estava ocorrendo fazia uns três dias. Ficamos bastante chateados com isso.

 

      Como nós perdemos a época de avistamento de baleias, decidimos por não adentrar o parque ali de Puerto Pirâmides. Além de um trecho muito grande de rípio, dos quase 250km que andaríamos e do valor que pagaríamos, os animais que poderíamos ver por lá também poderíamos ver sem ter de gastar mais para baixo. Assim, resolvemos aproveitar o dia para andar pela cidade e colocar roupa na lavanderia. Puerto Piramides ficará para uma próxima oportunidade, na época correta para ver as baleias.

     Gostamos bastante do visual da área da orla da cidade. Praia bacana, mar com cor maravilhosa, temperatura no dia estava show, enfim, bem diferente da área em que estávamos acampados que é meio feinha. Nas andanças por ali fomos até o píer onde saem o barco de turismo local  e atracam os navios de cruzeiro. Ficamos impressionados com a transparência do mar.  Muito limpo. No meio dessa caminhada vimos um lobo marinho passeando perto do píer. Mais adiante escutamos um barulho como se fosse alguém gritando de brincadeira. Daí me afastei um pouco da Fernanda e vi que ela ficou um tempão parada perto da escada de acesso ao barco de turismo. Quando voltei para perto dela é que vi que o motivo dela ficar estática ali era porque havia uma família inteira de lobos marinhos descansando nas escadas. O interessante é que se não se tem uma porta separando essa escada do acesso ã rampa da pista de veículos, os lobos marinhos passariam tranquilamente por ali. Eles sobem numa tranquilidade incrível. 

       Depois de um bom tempo observando os animais resolvemos voltar a bater perna porque o sol começou a castigar. Aproveitamos para comer um sanduba e continuamos depois apreciando a cidade. Muita loja com roupas para o turista e muuuuuuita coisa maneira. Nessa hora fico feliz de estar fazendo a viagem de carro, não tem como comprar nada, falta espaço, rsrsrsrsr. Nesse dia nós também utilizamos parte do tempo para poder colocar roupa para lavar. Puerto Madryn tem lavanderia que lava e entrega a roupa no mesmo dia, o que ajuda e facilita muito nossa vida.

Dia seguinte a idéia era partir para o sul e resolvemos antes de ir parar para ver sobre o lance do painel solar que o Sebastian nos havia indicado. Descobrimos que levaria toda a manhã para fazer o serviço, assim como vimos que a instalação de um painel ficaria muito mais em conta do que se fizéssemos o mesmo serviço no Brasil. Com isso entendemos em mais uma noite em Puerto Madryn, mas decidimos mudar de camping. Não suportaria mais um dia sem água. Assim sendo, fomos até o camping ACA (automóvel clube argentina). Caramba, porque não tentamos esse camping antes?! Estrutura muito boa, até lojinha dentro tinha. Lugar ótimo, banheiros excelente e o mais importante: tinha água e quente! Pernoitamos ali, comemos uma pizza na lojinha dentro do camping, tomamos um bom vinho e fomos dormir. Dia seguinte partimos cedo para instalar a placa solar. 

       Pessoal da Baterias Madryn super gente boa, galera nota dez mesmo. Fizeram um excelente trabalho. Saímos dali com sorriso largo por não mais ter de depender de energia elétrica para ter a geladeira funcionando. Foi show de bola. 

           E assim deixamos Puerto Madryn com destino a Trelew.

 

 

 

 

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