© 2018 por PELONOSSOCAMINHO

A caminho de Torres del Paine

12.08.2019

       Saímos debaixo de uma chuva fina de Punta Arenas, mas sabíamos que era coisa que passaria rápido. A idéia era almoçar em Puerto Natales e seguir para Torres del Paine. 

       Nesse caminho para Puerto Natales esperávamos ver flamingos, era o que havíamos lido numa de nossas pesquisas, mas infelizmente não vimos nada. Frustrante. 

       Chegamos em Puerto Natales e fomos procurar um local para estacionarmos e tirar fotos da mão, um monumento parecido com o de Punta Del Este, que fica na entrada da cidade, bem como a estátua do Milodón, animal pré histórico descoberto nessa região em 1896 (é tipo uma preguiça gigante). Infelizmente com nosso carro foi impossível. Só havia local de parada para carros de tamanho normal, e como o nosso mede um pouco mais de 8 metros, isso ficou impraticável. Uma pena. E na verdade também não me empolguei tanto assim para fazer essas fotos ali, tipo "turistão". Nos encantou muito mais foi o visual das montanhas geladas que se avistam dali. Muito lindo visual. Como não era pra deixar de ser, ventava e fazia frio, então fizemos mais um lanche do que um almoço, tiramos umas fotos na orla e partimos para Torres Del Paine. 

    Em direção ao parque nós passamos direto pela estrada que leva ao Monumento Natural Cueva del Milodón, que também é a estrada que dá acesso a uma das entradas do Parque, a entrada via rio serrano. Aqui cabe uma explicação, o Parque Torres del Paine tem duas entradas para quem vem de carro de Puerto Natales, uma pela portaria do Rio Serrano e outra que é pela portaria da Laguna Amarga. Por essa segunda ter um percurso maior em estrada asfaltada e na volta sermos obrigados a voltar a Puerto Natales, decidimos seguir direto para acessar o Parque via Laguna Amarga, que era um local que o @asabranca havia nos dito ser muito bacana. Seguimos estrada então até Cerro Castillo, paramos no centro de informações turísticas do povoado, pegamos dicas preciosas com o pessoal do escritório (gente muito bacana e atenciosa),  e dali pegamos a parte de terra até o Parque. Esse trecho de estrada de chão estava sendo trabalhado, mas é uma estrada de terra batida muito boa, melhor muito asfalto que já andamos no Brasil. O visual do caminho com as montanhas geladas ao fundo é estonteante. O coração já batia mais forte e nem tínhamos chegado no Parque. Alguns quilômetros antes da portaria tivemos de parar para umas fotos, não estávamos aguentando dirigir e ficar só olhando, a vontade de se fazer um primeiro registro era forte demais.

        Pelo avançar da hora resolvemos seguir direto para entrada do parque e não seguir para um local que nos disseram ser bacana, a tal laguna azul. Pensamos em deixar para um outro dia dentre aqueles que ficaríamos pela área.

      O visual dali da portaria do parque já é de cair o queixo. Fomos fazer nosso registro e descobrimos, isso mesmo, descobrimos que só aceitam dinheiro vivo para entrar no parque. O valor de entrada é salgado, são vinte e um mil pesos chilenos por pessoa, o que dá mais ou menos uns cento e quinze reais por pessoa. Por sorte havíamos pego uma quantia em dinheiro em Punta Arenas, caso não tivéssemos feito, teríamos de voltar até Puerto Natales para pegar dinheiro, ninguém merece isso. O que não me perdoo é depois de tanto planejamento para se chegar aqui eu deixar passar esse detalhe. Mas sobrevivemos. Bom, pago a entrada, recebemos um explicação detalhada das particularidades do parque, recebemos um mapa com as trilhas, locais de estacionamento, locais de camping, enfim todas informações dos atrativos dali, recebemos também um briefing meteorológico com os melhores dias para fazer o trekking base torre, que era o que mais queria fazer, e por fim uma informação de suma importância para todos que visitam o parque: o lixo que você produzir será de sua responsabilidade retorná-lo para a cidade , ou seja, não há lixeira no parque. Isso inclui até as sementes de uma maçã que você comer ali. Enfim, tem que se estar preparado. Não sei como é o caso para quem se hospeda no Parque, nos hotéis e alojamentos que existem ali. Pois bem, feita nossa entrada partimos para o estacionamento que há bem ali próximo, que era um local dito como ótimo para pernoite. Indo para o carro avistamos o @asabranca nesse estacionamento. Nos acomodamos ali e já ficamos de boca aberta com o visual das montanhas, do lago, da exuberância da natureza bem na nossa frente. Seria nosso quintal por uns dias, simplesmente sensacional. 

         Tínhamos que preparar logo nossa comida, e deixar tudo organizado para o trekking do dia seguinte, dito pelo pessoal do parque como e de melhor meteorologia para essa trilha. Feito isso, partimos para nosso banho no Refúgio Torres, sete quilômetros de onde estávamos. Paramos o carro no estacionamento do refúgio, que é o estacionamento utilizado para iniciar a trilha para base das torres, e fomos lá pedir para utilizar o banheiro para uma ducha. Não há um preço fixo para usar o banheiro (ducha), coloca-se quanto quiser para ajudar na limpeza. Nesse refúgio tem os alojamentos, um mercadinho e um restaurante bem legal, mas com preços de locar super turístico. Banho tomado retornamos para o estacionamento para descansar, afinal de contas teríamos um dia pesado pela frente, com despertar às cinco e meia para  iniciar a trilha no melhor horário. Esse retorno foi bem interessante, zero iluminação, lebres cruzando a estradinha, e um céu deslumbrante. 

        Volto a reforçar a observação que fiz anteriormente, quanto as fotos que postamos aqui. Há várias outras fotografias em nossas duas outras mídias. No Instagram no endereço: Instagram.com/pelonossocaminho, e no site Flickr no seguinte endereço: https://www.flickr.com/photos/pelonossocaminho/

 

 

 

 

 

 

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