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El Calafate e Ruta 15

30.08.2019

     A cidade de El Calafate é relativamente pequena, com uma população de aproximadamente 20 mil habitantes. Há uma rua principal, Av. Del Libertador, onde se concentra a grande maioria dos bares, restaurantes, lojas de souvenir, agências de turismo e as sorveterias, ahh os sorvetes em El Calafate...., mas aparentemente só existe um chaveiro. 

             Assim que chegamos no Camping que selecionamos, o El Ovejero, localizado bem junto ao centro da cidade, fui até o Corpo de Bombeiros com intuito de tentar uma ferramenta de corte para poder abrir os cadeados da carreta. Muito bem recebido, acabei sentindo ali, de maneira ainda que um pouco dissimulada, uma estranha enrolação, que culminou quando me disseram não terem a ferramenta. Como uma estação de emergência como eles, em uma cidade que recebe milhares de overlanders, não possuem um alicate simples desse de cortar cadeado. COMO??? COMO??? Pois bem, negaram o alicate mas fizeram até ligação para o chaveiro, o único que existe pelo jeito, porque era o mesmo que eu havia tentado antes. Interessante que também para eles o "Chaveiro" não atendeu o telefone. Mas me deram o endereço do "figura difícil” , e bom que era bem pertinho do camping. Fui correndo para lá, estava próximo do horário de tudo fechar na cidade, mas apesar da minha correria, foi tudo em vão. O carinha não estava atendendo (tina um aviso na janela). Voltei frustrado pro camping. Imagina ter de falar com a Fernanda que teríamos de ficar mais um dia sem banho, argh, e ela sem amizade comigo por conta do que rolou no glaciar.

            Um dos funcionários do camping vendo minha revolta junto a carreta e a situação em que estávamos disse que iria tentar resolver nosso problema. Foi aí que a sorte veio dar uma ajudinha em tentar fazer a Fer parar de me olhar daquele jeito, rsrsrs. Dez minutos depois ele apareceu com uma máquina de cortar e, para minha total felicidade, uns quinze minutos depois estávamos com as chaves de volta nas mãos. Que alegria! Poder tomar banho, colocar roupa limpinha, caramba, isso não tem preço, rsrsrs.

        Como estávamos preocupados com as unhas da Fer, que além de incomodarem (doíam) ainda estavam bem pretas, resolvemos procurar um hospital (apesar do medo absurdo dela de ter que tirar as unhas). Era nossa oportunidade já que estávamos em uma cidade com boa estrutura (primeira depois que saímos do Parque Torres Del Paine). 

           Cabe aqui ressaltar que tínhamos a preocupação por conta da Esclerose Múltipla, que a limita em tomar alguns medicamentos (a exemplo anti-inflamatórios que ela tem total restrição). Arrancar a unha também era uma coisa que nos preocupava  porque, como atualmente vivemos dependentes de ambientes públicos, uma vez aquela área do pé exposta, aliado a uma pessoa que tem imunidade baixa por conta de medicação, isso vira um sério problema. Infecção é num piscar de olhos. Mas enfim, fomos muitíssimo bem recepcionados no Hospital El Calafate, o rapaz da recepção, Emanuel, foi bem esclarecedor e educado, explicou nos detalhes o que deveríamos fazer para viabilizar o atendimento e pagamento e, passado uns vinte minutos, fomos atendidos pelo médico, Dr. Gerson Pérez, que também foi bastante legal com a gente. Foi muito atencioso e bacana, deixou EscleroFer bem aliviada durante todo processo, enfim, atendimento nota mil. Resultado disso tudo era que, teria de entrar no antibiótico para garantir que não infeccionasse e esperar a unha cair, o que levaria, segundo ele, uns 3 meses ou mais. Restou a Fernanda ficar andando com a minha crocs e meia por causa do frio, kkkkkk. 

            O camping tem um restaurante, o La Marca - "La Parrilla del Pueblo" , sempre muito bem movimentado, mas não chegamos a comer ali. Tem vários passeios que partem do camping também, podendo estes serem adquiridos junto a recepção. O que não gostamos muito foi o tipo de terreno, terra onde ficou a carreta, que com a chuva que caia nesses dias deixou tudo enlameado. Mas no geral o local é bom e tem uma equipe de pessoas muito bacana, principalmente aqueles que fazem a segurança. E foi exatamente um deles que nos deu uma ótima dica de pegar a Ruta 15, toda em rípio, que teríamos a chance de fazer umas fotos que estávamos buscando por ali, de condores e, quem sabe, um puma.

             Realmente vimos bastantes animais pelo caminho, nenhum puma infelizmente, mas muitos pássaros, raposas, gaviões, águias, cauquenes, mas infelizmente voltamos a ter um sério problema com nossa lente zoom. Focar era quase impossível. Perdemos muitas fotos, muitas oportunidades, porque a máquina simplesmente travava o foco. E não adiantava colocar em manual e tentar destravar, ela era teimosa em não nos ajudar. A vontade era de socar a lente. Ficamos sem a foto do condor e de duas águias mora que sobrevoaram um bom tempo ao nosso lado, mas que infelizmente o foco não quis amizade. O sobrevoo dos cauquenes até conseguimos duas fotos quase focadas. Apesar do estresse com o equipamento o dia foi bem legal na Ruta 15, muitas paisagens deslumbrante, e tanto foi bom o dia que esquecemos até de comer. Saímos para fotografar umas dez da manhã e chegamos de volta na cidade umas sete da noite. Mas como a secura por foto é grande, antes de comer algo ainda paramos na beira do lago para fotografar aves aquáticas.

             Dia seguinte voltamos para fazer mais fotos e saímos bastante satisfeitos, apesar da briga com a lente. Fernanda conseguiu ótimas fotos de uma águia que valeram a pena (outra máquina, outra lente). Eu infelizmente perdi várias, principalmente dos flamingos por conta do foco. Entendi que o lance era testar a paciência. 

           Achamos a cidade de El Calafate bem legal, bonita, ótimas opções de restaurantes, sorveterias bem legais, mas é uma cidade cara. Por ser totalmente voltada para o turismo e receber muita gente de todo canto do mundo, o mercado fica inflacionado. No último dia ali encontramos com nossos amigos austríacos, Johannes e Verena, caminhando pela cidade. Eles nos disseram que saíram de Torres del Paine no mesmo dia que a gente, mas ao invés de sair cedo como nós, resolveram sair no meio da tarde. Acabaram pegando uma chuva de pedras por conta do vento forte e perderam uma janela lateral do carro, além de terem o parabrisas totalmente picotado por pedradas. Muito chato isso.

          Após quatro dias por ali partimos em direção a El Chaltén, capital do trekking, mas isso contamos em outro post.

          Volto a reforçar a observação que fiz anteriormente, quanto as fotos que postamos aqui. Há várias outras fotografias em nossas duas outras mídias. No Instagram no endereço: Instagram.com/pelonossocaminho, e no site Flickr no seguinte endereço: https://www.flickr.com/photos/pelonossocaminho/

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